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27 de Julho de 2017

Ensino de Literatura Portuguesa deixa de ser obrigatório no Brasil

Paula Argolo
Publicado por Paula Argolo
ano passado

Ensino de Literatura Portuguesa deixa de ser obrigatrio no Brasil

Após decisão do Ministério da Educação do Brasil (MEC) o ensino de Literatura Portuguesa deixará de ser obrigatório no Brasil. A medida faz parte da nova Base Nacional Curricular Comum (BNCC) que deve ser posta em prática em junho e exclui autores como Luís Vaz de Camões, Gil Vicente, Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Almeida Garrett e José Saramago do currículo escolar.

No ano passado, o vestibular da Universidade de São Paulo, a melhor universidade do país, cobrou a leitura de clássicos da literatura portuguesa como Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett, e A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós.

Ensino de Literatura Portuguesa deixa de ser obrigatrio no Brasil


Fernando Pessoa: poeta, escritor, astrólogo, crítico e tradutor português. Foto: Wikipédia

A proposta gerou indignação no meio acadêmico. Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, os professores universitários Flora Bender Garcia e José Ruy Lozano, afirmaram que a medida é absurda:

"A proposta beira o absurdo (...) como se pode apagar Portugal e a Europa de nossas origens? Tirando do mapa? Será que mais uma vez a seleção de conteúdos foi contaminada por um viés político e ideológico anacrónico? (...) Já que Portugal teria sido uma metrópole colonialista europeia que explorou as riquezas de suas colónias e escravizou populações negras e indígenas na América e em África, agora seria a vez de dar voz à cultura dos oprimidos, em detrimento da Europa elitista e opressora?".

Para José Ruy Lozano, o estudo da literatura portuguesa é essencial para entendermos nossa cultura e ressalta a "importância da literatura portuguesa na memória e na vivência dos brasileiros".

O Ministério da Educação do Brasil afirmou que a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) ainda não é definitiva e que as mudanças na grade curricular seguem em discussão.

Fonte: Diário de Notícias

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