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23 de Novembro de 2017

Ensino de Literatura Portuguesa deixa de ser obrigatório no Brasil

Paula Argolo
Publicado por Paula Argolo
há 2 anos

Ensino de Literatura Portuguesa deixa de ser obrigatrio no Brasil

Após decisão do Ministério da Educação do Brasil (MEC) o ensino de Literatura Portuguesa deixará de ser obrigatório no Brasil. A medida faz parte da nova Base Nacional Curricular Comum (BNCC) que deve ser posta em prática em junho e exclui autores como Luís Vaz de Camões, Gil Vicente, Fernando Pessoa, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Almeida Garrett e José Saramago do currículo escolar.

No ano passado, o vestibular da Universidade de São Paulo, a melhor universidade do país, cobrou a leitura de clássicos da literatura portuguesa como Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett, e A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós.

Ensino de Literatura Portuguesa deixa de ser obrigatrio no Brasil


Fernando Pessoa: poeta, escritor, astrólogo, crítico e tradutor português. Foto: Wikipédia

A proposta gerou indignação no meio acadêmico. Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, os professores universitários Flora Bender Garcia e José Ruy Lozano, afirmaram que a medida é absurda:

"A proposta beira o absurdo (...) como se pode apagar Portugal e a Europa de nossas origens? Tirando do mapa? Será que mais uma vez a seleção de conteúdos foi contaminada por um viés político e ideológico anacrónico? (...) Já que Portugal teria sido uma metrópole colonialista europeia que explorou as riquezas de suas colónias e escravizou populações negras e indígenas na América e em África, agora seria a vez de dar voz à cultura dos oprimidos, em detrimento da Europa elitista e opressora?".

Para José Ruy Lozano, o estudo da literatura portuguesa é essencial para entendermos nossa cultura e ressalta a "importância da literatura portuguesa na memória e na vivência dos brasileiros".

O Ministério da Educação do Brasil afirmou que a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) ainda não é definitiva e que as mudanças na grade curricular seguem em discussão.

Fonte: Diário de Notícias

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